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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sardinha - Aliada especial do Cérebro





Por que faz bem?

Assim como outros peixes de água fria, ela é rica em ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA), reconhecidos por seu poder antioxidante, anti-inflamatório e antiaterosclerótico.
"Esses ácidos aumentam a atividade cerebral, modulam a hiperatividade e a depressão e ainda melhoram o desempenho cognitivo", explica a nutricionista Andréia Neves, diretora da VP Consultoria Nutricional. Isso tudo porque a gordura do bem, da qual a sardinha é uma das mais ricas fontes, serve para encapar os neurônios, protegendo-os e facilitando a comunicação entre eles. "O cérebro humano é constituído de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, substância fundamental para a constituição do córtex cerebral", diz a nutróloga Jane Corona.
Para o neurologista Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), é a capacidade de reduzir a concentração de radicais livres no organismo o que faz do peixe um alimento-chave para prevenir e auxiliar no tratamento de problemas relacionados à estrutura cerebral."Graças à sua função antioxidante, ele diminui consideravelmente as lesões nos neurônios", garante. Para ajudar, é um alimento barato e facílimo de encontrar.

Sua ação em outras partes do corpo

Os ácidos graxos da sardinha também fazem bem a outras partes do corpo, além do cérebro. "O consumo regular de peixes ricos em ômega-3 pode diminuir em até 40% do risco de problemas cardiovasculares", avisa a nutricionista Ana Carolina Moron, doutora em Cardiologia pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo. No pulmão, essas substâncias melhoram a transferência de oxigênio em pessoas com insuficiência respiratória ou em fumantes. A suplementação de ômega-3 em fumantes pode auxiliar na prevenção da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. Os ácidos graxos também auxiliam na proteção das células fotossensíveis dos olhos, prevenindo contra a degeneração da mácula - parte da retina que é responsável pela percepção dos detalhes. Por fim, a vitamina D, presente na sardinha, também auxilia na absorção intestinal do cálcio e do fósforo ingeridos pela alimentação, essenciais para a saúde dos ossos.

Quanto você precisa consumir

O ideal é consumir 150 gramas - o equivalente a 1 filé de peixe médio - pelo menos uma vez por semana. Opte sempre pelo alimento cozido, assado ou grelhado. "No processo de fritura, há uma alteração na molécula de ômega-3, o que diminui suas propriedades antioxidantes. O excesso de óleo também faz que o alimento se torne muito calórico", adverte o nutricionista Ricardo Zanuto, doutor em Fisiologia e Biofísica. Ervas e especiarias, como coentro, sálvia, tomilho, entre outras, aumentam a ação benéfica do peixe no organismo e ainda valorizam o sabor do prato.

(Fonte: Revista Vivasaúde )